ANÁLISE SOCIOAMBIENTAL DA LIXEIRA PÚBLICA DA CIDADE DE PARINTINS
DOI:
https://doi.org/10.56238/levv17n56-009Palavras-chave:
Resíduos Sólidos, Impactos Ambientais, Saúde Pública, Educação AmbientalResumo
Os resíduos sólidos urbanos constituem um dos principais desafios socioambientais das cidades brasileiras, pois o aumento do consumo e a carência de infraestrutura de tratamento fazem com que grandes volumes de lixo sejam destinados a áreas sem controle adequado. Nessas condições, especialmente em lixeiras a céu aberto, intensificam se problemas como contaminação do solo e da água, mau cheiro, presença de vetores de doenças e comprometimento da qualidade de vida das populações do entorno. Inserida nesse contexto, a lixeira pública da cidade de Parintins, localizada no bairro Djard Vieira, exemplifica como a gestão inadequada dos resíduos sólidos urbanos se converte em fonte permanente de impactos ambientais e sociais. A presente pesquisa buscou analisar os impactos ambientais e sociais do descarte inadequado de resíduos sólidos na lixeira pública da cidade de Parintins com foco nas principais consequências percebidas pelos moradores do bairro Djard Vieira. O estudo investigou os tipos de resíduos, as formas de descarte e as consequências para o ambiente e a saúde dos moradores. A metodologia utilizada foi qualitativa e quantitativa e de caráter descritivo, articulando observação direta, registros fotográficos, aplicação de questionários e análise dos dados por meio da Matriz de Avaliação de Impacto Ambiental (MAIA). Os resultados demonstraram a mistura de resíduos orgânicos e inorgânicos, a falta de manejo adequado dos resíduos e danos causados à população local, como: mau cheiro, vetores de doenças e poluição do solo e da água. A pesquisa ressalta a necessidade de políticas públicas, educação ambiental, participação comunitária e ações efetivas do poder público municipal, para mitigar os impactos e promover ações que visem evitar mais danos ao meio ambiente.
Downloads
Referências
ALBUQUERQUE, J. B. T. de. Resíduos sólidos. Leme: Independente, 2011.
ASSIS, Adriana Helfenberger Coleto. Análise ambiental e gestão de resíduos. 1. ed. Curitiba: InterSaberes, 2020.
BRASIL. Ministério das Cidades. Manual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos. Brasília: Ministério das Cidades, 2006.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Brasília: MMA, 2011.
D’ALMEIDA, M. L. O.; VILHENA, A. Lixo municipal: manual de gerenciamento integrado. 2. ed. São Paulo: IPT; CEMPRE, 2000.
DIAS, Genebaldo. Educação ambiental: princípios e práticas. 2. ed. São Paulo: Gaia, 2004.
JACOBI, P. R. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2003.
LIMA, Gustavo Ferreira da Costa. Consumo e resíduos sólidos no Brasil: as contribuições da educação ambiental. Revista Brasileira de Ciências Ambientais, n. 37, p. 47-57, 2015.
MINAYO, M. C. de S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec, 2014.
OLIVEIRA, T. A.; NASCIMENTO, D. S. Urbanização e vulnerabilidade socioambiental em cidades amazônicas. Revista de Estudos Regionais, v. 8, n. 2, p. 80-95, 2019.
PESSOA, L.O.A; AZEVEDO FILHO, J. D. M. O problema do lixo no município de Parintins e a inserção da ascalpin na coleta seletiva. Marupiara: Revista Científica do Centro de Estudos Superiores de Parintins, Ano 1, n. 2 (jul/dez 2008). Parintins: UEA, 2008.171 p. 19,5 cm Semestral
PHILIPPI JR., Arlindo. Gestão de resíduos sólidos. São Paulo: Manole, 2005.
RODRIGUES, G. S. Avaliação de impactos ambientais em projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico agropecuário: fundamentos, princípios e introdução à metodologia. Jaguariúna: Embrapa-CNPMA, 1998. 66 p. (EMBRAPA-CNPMA. Documentos, 14).
SILVA, A. L. Urbanização e meio ambiente em cidades amazônicas. Revista de Estudos Urbanos e Regionais, v. 12, n. 1, p. 40-55, 2020.
SÁNCHEZ, Luis Enrique. Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos. 2. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2013.